Idosos precisam ter mais cuidados com a saúde bucal

Idosos precisam ter mais cuidados com a saúde bucal

A saliva pode ser uma vilã na boca de pessoas que estão na terceira idade. Isso porque o PH, a espessura e a falta de saliva podem ser alterados com o tempo, gerando a proliferação de bactérias e inflamações.

Segundo o cirurgião-dentista Gabriel Lembo, esse quadro é muito comum em idosos: “Com a chegada da terceira idade, é normal que as glândulas salivares se atrofiarem. Além disso, nesta fase da vida, não é raro o uso de medicação para controle de doenças sistêmicas, o que acaba mudando o PH da saliva, sua espessura e até mesmo diminui a quantidade. Este quadro nós chamamos de xerostomia, referenciada por muitas pessoas como ‘boca seca’”.

No entanto, segundo o médico, há solução sem o corte destes medicamentos. Para o especialista, a melhor forma de combater a xerostomia é ingerindo bastante água e o mais importante: cuidar da higiene bucal, além de realizar visitas regulares ao dentista. “Outra forma muito comum e eficiente de combater a xerostomia é usar a saliva artificial, que é um lubrificante oral sem sabor. Vale ressaltar que somente um dentista pode indicar o melhor tratamento após uma detalhada avaliação de cada caso”, disse.

Outras doenças

A periodontite é uma inflamação crônica na qual bactérias, assim como a imunidade do pacientes contribuem para a destruição da gengiva, osso e ligamentos de suporte dos dentes. A periodontite é uma das principais causas de perda de dentes em adultos, principalmente idosos. Os sintomas são: sangramento gengival, alteração do paladar, sensibilidade dental, dores e desconfortos gengivais, alteração da cor dos dentes, mau hálito e tártaro.

A falta de apenas um dente pode causar, entre muitos problemas, dores de cabeça, disfunções gastrointestinais e baixa estima, já que o sorriso está intimamente ligado à aparência e convivência social. Hoje, existem duas opções para reposição dos dentes: prótese móvel, mais conhecida como dentadura e a prótese fixa sobre o implante, que são os implantes dentários. “Atualmente, a maioria dos nossos pacientes recorrem aos implantes dentários, que oferecem várias vantagens em relação a outros tratamentos convencionais. As principais são: fixação, melhor mastigação, semelhança aos dentes naturais, conforto, autoestima e, principalmente, durabilidade”, comentou Lembo.

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Crianças aleitadas no peito têm melhor desenvolvimento mental e maior equilíbrio emocional

AMAMENTAÇÃO

Crianças aleitadas no peito têm melhor desenvolvimento mental e maior equilíbrio emocional.



Amamentação e a odontologia. A amamentação tem sido incentivada por ser o leite materno não só o alimento mais completo e digestivo para crianças de até um ano de idade, como também por ter ação imunizante, protegendo-as de diversas doenças. A amamentação é gratificante para a mãe e interfere beneficamente na saúde da mulher, por exemplo, diminuindo a probabilidade de câncer de mama, ajudando na involução do útero e na depressão pós-parto. Hoje, diz-se que o leite materno é ecologicamente correto, pois não consome recursos naturais em sua produção e não gera lixo, como ocorre com os leites artificiais, além de ser mais barato. Porém, poucos sabem que a amamentação tem reflexos futuros na fala, respiração e dentição da criança.

Um exercício muito Importante. Quando a criança é amamentada, está não só sendo alimentada, como também fazendo um exercício físico importante para desenvolver sua ossatura e musculatura bucal. Ao nascer, o bebê tem o maxilar inferior muito pequeno, que irá alcançar equilíbrio no tamanho em relação ao maxilar superior tendo seu crescimento estimulado pela sucção do peito. Toda a musculatura bucal é desenvolvida, músculos externos e internos, que, solicitados, desenvolvem os ossos. Mamar no peito não é fácil, daí o bebê ficar bastante transpirado. Esse exercício é o responsável inicial no crescimento harmonioso da face e dentição. Usando mamadeira, esse exercício é quase inexistente, e a preferência do nenê pela mamadeira vem da facilidade com a qual ele ganha o leite, principalmente quando este flui por um furo generoso no bico. Para exercitar-se com maior eficiência, a posição durante a mamada é importante: a criança deverá ficar o mais verticalizada, o que também facilita a deglutição do leite.

Uma atitude na tentativa de evitar apinhamento dental (dentes "encavalados"). Maxilares melhor desenvolvidos propiciarão um melhor alinhamento da dentição, diminuindo a necessidade futura do uso de aparelhos ortodônticos. Músculos firmes ajudarão na fala. Durante a amamentação, aprende-se a respirar corretamente pelo nariz, evitando amigdalites, pneumonias, entre outras doenças. Quando a criança respira pela boca, os dentes ressecados ficam mais expostos à cárie e as gengivas ficam inflamadas, os maxilares tendem a sofrer deformações e os dentes, a ficar "encavalados", aumentando também o processo de cárie.

A amamentação prepara o bebê para a mastigação. A mamadeira costuma tornar-se uma companheira para a criança ao longo de anos, habituando-a a uma dieta mole e adocicada, que aumenta o risco de cáries (cárie de mamadeira); a criança tende a recusar alimentos que requeiram mastigação. Depois da amamentação, a mastigação correta continuará a tarefa de exercitar ossos e músculos. A amamentação prepara a criança para a mastigação. Muitas mães reclamam que seus filhos, já crescidos, não mastigam corretamente e recusam verduras e frutas, apreciando apenas doces e iogurtes. Esquecem-se essas mães de que o que os habituou a essa dieta foi o uso prolongado da mamadeira. Mastigação incorreta pode levar também a problemas de obesidade e de estômago.

Evitando Hábitos prejudiciais. Atrelada à mamadeira, vem a chupeta, que também é usada normalmente por muito tempo, e o hábito de chupar o dedo, afetando o posicionamento dos dentes e trazendo também conseqüências danosas à fala e à respiração.

Abandonando a mamadeira. Desmame - é a transição da amamentação para a alimentação semi-sólida e sólida. Este período é uma fase que exige cuidados tanto pela possibilidade de administração de alimentos inadequados, quanto pelo risco de contaminação dos mesmos, favorecendo a ocorrência diarréica e desnutrição. A OMS/UNICEF recomenda que o lactente (o bebê) deva ser amamentado exclusivamente ao seio materno até o sexto mês de vida e a partir daí receber a complementação de outros alimentos.

Prevenindo a cárie. A primeira consulta odontológica de uma criança deveria ser antes do nascimento de seu primeiro dentinho. Nesse primeiro encontro, o odontopediatra orientaria a respeito da higienização, dieta e como proceder quando os dentes começarem a irromper e a incomodar o bebê. Entre outras coisas, aconselharia os pais a acostumarem-se a levar seus bebês ao dentista, assim como os levam ao pediatra, no sentido de se poder acompanhar de perto o desenvolvimento destes na tentativa da erradicação da doença cárie.

Referências: REVISTA DA APCD Vista em:Dentista Fácil
2leep.com

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