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Dia do Dentista
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dentista,
odontologia do trabalho
Uma boa higiene oral e alguns cuidados básicos podem garantir-lhe dentes e gengivas saudáveis uma vida inteira.
Como posso manter uma boa saúde oral na terceira idade?
Independentemente da idade que tem, se fizer uma boa higiene oral, escovando os dentes pelo menos duas vezes por dia com uma pasta dentífrica fluoretada, usando o fio dentário ou outro meio de remoção da placa bacteriana interdentária diariamente, os dentes podem e devem durar toda a vida.
As visitas regulares ao profissional de saúde oral também são muito importantes, pois permitem o diagnóstico precoce de qualquer problema que surja.
Por vezes, devido a perda de peças dentárias, muitos indivíduos utilizam próteses dentárias. Nesses casos, são essenciais cuidados de limpeza da(s) prótese(s). Estas devem ser escovadas diariamente com uma escova própria para o efeito. Também existem soluções no mercado próprias para a limpeza das próteses.
Que cuidados de saúde oral devo ter em conta enquanto idoso?
Mesmo que escove e use o fio dentário (ou escovilhões) regularmente, o idoso poderá deparar-se com alguns problemas de saúde oral. No caso de usar próteses dentárias deve prestar especial atenção ao desgaste das mesmas e ao seu ajuste na boca.
Alguns medicamentos podem induzir alterações da quantidade e qualidade da saliva e provocar alterações no estado de saúde oral. Assim, caso sinta ardor ou secura da boca, deve contactar imediatamente o profissional de saúde.
Felizmente, os profissionais de saúde podem ajudá-lo a ultrapassar estes problemas com grande sucesso. Tome nota de algumas situações:
Cáries radiculares: quando existe recessão gengival, as raízes dos dentes podem ficar expostas, ficando mais susceptíveis à cárie dentária. Como os idosos apresentam uma maior predisposição para recessões gengivais, para manter uma boa higiene oral é fundamental usar uma pasta dentífrica fluoretada.
A boca seca é um problema comum nos idosos e pode ser causado por medicação ou por certas doenças. O seu profissional de saúde pode dar-lhe indicações para restabelecer a humidificação da sua boca, assim como recomendar tratamentos ou medicamentos que ajudem a prevenir os problemas associados à boca seca.
A diabetes, as doenças cardíacas ou o cancro, entre outras doenças, podem afectar a sua saúde oral. Certifique-se de que o profissional de saúde oral está a par dos seus problemas de saúde, de modo a que possa perceber toda a situação e ajudá-lo a ter cuidados específicos com a saúde oral.
As próteses removíveis podem ser muito úteis aos idosos, mas requerem cuidados especiais, quer na sua utilização, quer na sua higienização. Siga cuidadosamente as instruções dadas pelo seu profissional de saúde oral e avise-o se surgirem problemas.
Cigarro - Largar este terrível vício nunca foi tão fácil
Largar este terrível vício nunca foi tão fácil. Como bónus, terá mais dinheiro, mais saúde e mais... sexo.
1 Cheiro.
A parte do cérebro que controla os desejos também processa os odores. Um estudo efectuado pelos cientistas da Universidade de Pittsburg concluiu que a ansiedade dos fumadores em consumir nicotina poderá combater-se com odores fortes como o do vinagre ou do Vick's Vapospray, por exemplo.
2 Diga aos seus amigos que deixou de fumar.
Ao tornar pública essa intenção conseguirá, pelo menos, uma coisa fundamental: o controlo e ajuda por parte dos que lhe estão próximos.
3 Assuma a sua condição.
O tabaco não é apenas um problema para a sua saúde, como também é uma droga. Deve dizer para si mesmo: sou um yonqui ávido de consumir nicotina, estou doente... quero curar-me.
4 Poupe dinheiro.
Coloque num mealheiro o dinheiro que costumava gastar diariamente em tabaco. Ao verificar um acréscimo das suas poupanças, arrepender-se-á de não ter abandonado o hábito há mais tempo.
5 Demore o seu tempo.
Há casos de ex-fumadores que abandonaram este vício repentinamente e outros que o fizeram paulatinamente. Você terá de decidir de que forma pretende fazê-lo, de modo a minorar o tempo de sofrimento. Isto para evitar que o processo se converta numa autêntica tortura chinesa.
6 Limpeza geral.
Limpe profundamente a sua casa, desde as cortinas aos edredões. O fumo do tabaco é demasiado perigoso e o seu cheiro impregna-se até nos lugares mais inverosímeis. O objectivo principal é que os eflúvios do tabaco não despertem essa parte irracional do cérebro que o volte a tentar.
7 Faça desporto.
O exercício ajuda a relaxar, aumenta a moral e a "limpar" o seu corpo. Assim, em vez de ir de autocarro para o trabalho, opte por fazê-lo a pé, ou, em vez de apanhar o elevador do seu prédio, suba pelas escadas. Se não faz desporto há imenso tempo, inscreva-se num bom
health club
.
8 Cure-se rapidamente.
As feridas dos indivíduos não fumadores curam-se 80 vezes mais rapidamente, de acordo com as conclusões da Academia Americana de Cirurgiãos Ortopédicos.
9 Não fume no trabalho.
Convoque os colegas que trabalham sob o mesmo tecto e, pela saúde de todos, convença-os a não fumar no local de trabalho. A verdade é que quando um fumador vê outro a "puxar" pelo cigarro tem tendência a fazer o mesmo, pelo que, desta forma, isso deixaria de acontecer.
10 Experimente alguns tratamentos anti-tabaco. Têm surgido novas formas de tratamento inovadoras e indolores. O Antismoking Center NãoFumoMais, por exemplo, é um novo centro de tratamento que consegue anular a síndrome de abstinência de nicotina através da auriculoterapia, um método sem contra-indicações nem efeitos secundários
11 Apanhe umas picadelas. Outra forma alternativa de tratamento é a acupunctura. Um estudo publicado no American Journal of Public Health quantificou em 40% a taxa de sucesso por parte desta prática quando combinada com um programa de educação complementar.
12 Deixe a cafeína. Os fumadores costumam acompanhar o café com um cigarro... uma mistura explosiva. A verdade é que a nicotina acelera a metabolização da cafeína, pelo que a energia extra que se (pensa que) consegue obter se se prescindir do tabaco torna menos necessário o consumo de café.
13 Faça musculação. A nicotina potencia o seu ritmo metabólico, diminuindo a queima de calorias. Uma pesquisa da Universidade de Berkeley (EUA) demonstrou que, quando se começa a ganhar massa muscular, o metabolismo volta praticamente ao nível que se encontrava quando não fumava. Dos indivíduos estudados, os que faziam três treinos de musculação por semana aumentaram o ritmo metabólico em cerca de 7%.
14 Coma bem. Em momentos de quebra ou depressão torna-se especialmente necessário manter a boca ocupada. Alguns especialistas recomendam que se tenha sempre à mão um kit de sobrevivência com frutas e verduras da época.
15 Será o melhor pai do mundo (em potência) se deixar de fumar. É que, em consonância com um estudo da Universidade da Carolina do Norte (EUA), fumar diminui a quantidade do esperma entre uns 13% e uns 17%.
16 Tenha melhor sexo. Fumar dificulta a circulação sanguínea. O Massachussets Male Ageing Study (uma investigação relacionada com o envelhecimento masculino) concluiu que, de entre os pacientes com algum género de doenças cardíacas, os fumadores tinham o dobro das incidências a nível da disfunção eréctil.
17 Compre um livro. Para adquirir mais alguns conselhos úteis, aconselhamos-lhe a leitura de um dos seguintes livros: Parar de fumar (Paz Editora,); Pare de fumar (Editora: Replicação,).
18 Está na hora de procriar. Se a sua mulher ou namorada está grávida ou se o seu filho acabou de nascer, aproveite o momento para deixar de fumar. A saúde familiar sairá fortalecida.
Fonte: http://saude.sapo.mz/abc-saude/t/tabagismo/
1 Cheiro.
A parte do cérebro que controla os desejos também processa os odores. Um estudo efectuado pelos cientistas da Universidade de Pittsburg concluiu que a ansiedade dos fumadores em consumir nicotina poderá combater-se com odores fortes como o do vinagre ou do Vick's Vapospray, por exemplo.
2 Diga aos seus amigos que deixou de fumar.
Ao tornar pública essa intenção conseguirá, pelo menos, uma coisa fundamental: o controlo e ajuda por parte dos que lhe estão próximos.
3 Assuma a sua condição.
O tabaco não é apenas um problema para a sua saúde, como também é uma droga. Deve dizer para si mesmo: sou um yonqui ávido de consumir nicotina, estou doente... quero curar-me.
4 Poupe dinheiro.
Coloque num mealheiro o dinheiro que costumava gastar diariamente em tabaco. Ao verificar um acréscimo das suas poupanças, arrepender-se-á de não ter abandonado o hábito há mais tempo.
5 Demore o seu tempo.
Há casos de ex-fumadores que abandonaram este vício repentinamente e outros que o fizeram paulatinamente. Você terá de decidir de que forma pretende fazê-lo, de modo a minorar o tempo de sofrimento. Isto para evitar que o processo se converta numa autêntica tortura chinesa.
6 Limpeza geral.
Limpe profundamente a sua casa, desde as cortinas aos edredões. O fumo do tabaco é demasiado perigoso e o seu cheiro impregna-se até nos lugares mais inverosímeis. O objectivo principal é que os eflúvios do tabaco não despertem essa parte irracional do cérebro que o volte a tentar.
7 Faça desporto.
O exercício ajuda a relaxar, aumenta a moral e a "limpar" o seu corpo. Assim, em vez de ir de autocarro para o trabalho, opte por fazê-lo a pé, ou, em vez de apanhar o elevador do seu prédio, suba pelas escadas. Se não faz desporto há imenso tempo, inscreva-se num bom
health club
.
8 Cure-se rapidamente.
As feridas dos indivíduos não fumadores curam-se 80 vezes mais rapidamente, de acordo com as conclusões da Academia Americana de Cirurgiãos Ortopédicos.
9 Não fume no trabalho.
Convoque os colegas que trabalham sob o mesmo tecto e, pela saúde de todos, convença-os a não fumar no local de trabalho. A verdade é que quando um fumador vê outro a "puxar" pelo cigarro tem tendência a fazer o mesmo, pelo que, desta forma, isso deixaria de acontecer.
10 Experimente alguns tratamentos anti-tabaco. Têm surgido novas formas de tratamento inovadoras e indolores. O Antismoking Center NãoFumoMais, por exemplo, é um novo centro de tratamento que consegue anular a síndrome de abstinência de nicotina através da auriculoterapia, um método sem contra-indicações nem efeitos secundários
11 Apanhe umas picadelas. Outra forma alternativa de tratamento é a acupunctura. Um estudo publicado no American Journal of Public Health quantificou em 40% a taxa de sucesso por parte desta prática quando combinada com um programa de educação complementar.
12 Deixe a cafeína. Os fumadores costumam acompanhar o café com um cigarro... uma mistura explosiva. A verdade é que a nicotina acelera a metabolização da cafeína, pelo que a energia extra que se (pensa que) consegue obter se se prescindir do tabaco torna menos necessário o consumo de café.
13 Faça musculação. A nicotina potencia o seu ritmo metabólico, diminuindo a queima de calorias. Uma pesquisa da Universidade de Berkeley (EUA) demonstrou que, quando se começa a ganhar massa muscular, o metabolismo volta praticamente ao nível que se encontrava quando não fumava. Dos indivíduos estudados, os que faziam três treinos de musculação por semana aumentaram o ritmo metabólico em cerca de 7%.
14 Coma bem. Em momentos de quebra ou depressão torna-se especialmente necessário manter a boca ocupada. Alguns especialistas recomendam que se tenha sempre à mão um kit de sobrevivência com frutas e verduras da época.
15 Será o melhor pai do mundo (em potência) se deixar de fumar. É que, em consonância com um estudo da Universidade da Carolina do Norte (EUA), fumar diminui a quantidade do esperma entre uns 13% e uns 17%.
16 Tenha melhor sexo. Fumar dificulta a circulação sanguínea. O Massachussets Male Ageing Study (uma investigação relacionada com o envelhecimento masculino) concluiu que, de entre os pacientes com algum género de doenças cardíacas, os fumadores tinham o dobro das incidências a nível da disfunção eréctil.
17 Compre um livro. Para adquirir mais alguns conselhos úteis, aconselhamos-lhe a leitura de um dos seguintes livros: Parar de fumar (Paz Editora,); Pare de fumar (Editora: Replicação,).
18 Está na hora de procriar. Se a sua mulher ou namorada está grávida ou se o seu filho acabou de nascer, aproveite o momento para deixar de fumar. A saúde familiar sairá fortalecida.
Fonte: http://saude.sapo.mz/abc-saude/t/tabagismo/
Tabaco é o maior fator de risco para câncer de boca
por Elaine de Sousa
O câncer de boca atinge prioritariamente os homens e, segundo a Profª Drª Izabel Maria Marchi Carvalho, cirurgiã-dentista e radiologista do Centrinho/USP, a explicação está relacionada ao fato de que eles ainda fumam muito mais do que as mulheres.
A grande preocupação dos profissionais continua sendo com relação à prevenção de doenças. "Suspeitar-se do câncer de boca em estádio avançado é extremamente fácil, o grande desafio é considerar a possibilidade de uma lesão ser maligna, a despeito da sua aparência inofensiva, especialmente porque inexistem sintomas específicos de câncer em suas fases iniciais", explica a professora Carvalho.
Infelizmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer - INCA, 60% dos pacientes com câncer de boca, que chegam aos hospitais credenciados, já estão nos estádios III e IV, cujo tratamento não será curativo. Os sinais iniciais do câncer de boca, nem sempre notados pelo paciente, podem ser manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, ou, ainda, ulcerações superficiais assintomáticas.
Cancêres mais comuns e fatores de risco
O câncer de boca mais comum, responsável por 90% a 95% das neoplasias malignas nessa localização, é o carcinoma epidermóide, também denominado carcinoma espinocelular ou, ainda, carcinoma de células escamosas. Do ponto de vista clínico, pode-se classificar as lesões da boca em ulceradas, nodulares e vegetantes.
Essa doença pode se apresentar como uma úlcera que não cicatriza e não dói e se localizar nas seguintes regiões: lábio, língua, glândulas salivares maiores e menores, gengiva, assoalho da boca, mucosa da bochecha, vestíbulo da boca, palato e úvula. Nos estádios avançados, as úlceras ou tumorações são maiores, podendo infiltrar as estruturas adjacentes (músculos, ossos, pele, nervos, etc.). Estas lesões podem ser dolorosas, de sangramento fácil e ter odor fétido. O paciente poderá apresentar dificuldades de fala, mastigação e deglutição, além de emagrecimento acentuado.
Existem fatores ambientais que predispõem o aparecimento do câncer bucal, entre eles, destaca-se em primeiro lugar o tabagismo. “O tabaco é responsável por cerca de 90% dos casos de câncer bucal e é prejudicial tanto mascado, fumado como aspirado”, afirma a Profª Drª Izabel Maria Marchi de Carvalho, cirurgiã-dentista e radiologista do Centrinho/USP.
A Professora explica que dependendo do tipo e da quantidade do tabaco usado, os tabagistas apresentam uma probabilidade 4 a 15 vezes maior de desenvolver câncer de boca do que os não tabagistas. O uso do tabaco sem fumaça, que inclui o rapé e tabaco para mascar, já está bem estabelecido como causa do câncer bucal. Esta forma de consumo de tabaco permite que resíduos deixados entre a bochecha e a língua tenham um contato mais prolongado, favorecendo a ação das substâncias cancerígenas do tabaco sobre a mucosa bucal.
O segundo fator ambiental é o alcoolismo, responsável principalmente pelo câncer de língua e do assoalho de boca. No indivíduo que fuma e bebe as chances são ainda maiores.
Outro fator considerado de risco é a radiação solar, principal causa de câncer de lábio inferior, que está associada ao tempo de exposição e ao tipo de pele da pessoa.
A dieta também é importante
Uma dieta rica em gorduras, álcool e ferro e/ou pobre em proteínas, vitaminas (A, E, C, B2) e alguns minerais, tais como cálcio e selênio, é considerada um importante fator de risco.
O hábito de consumir bebidas ou comidas quentes, na maioria das vezes, não é considerado fator isolado tão importante, apesar da agressão térmica que causa às células da mucosa. No caso do consumo excessivo e prolongado de chimarrão, vários estudos têm comprovado um aumento do risco relativo de câncer bucal. Também não está bem estabelecida uma relação de causa e efeito entre o uso de condimentos e a neoplasia.
O consumo habitual de frutas e vegetais frescos tem sido considerado um fator protetor contra o câncer de boca. O baixo risco de desenvolvimento de câncer de boca verificado entre os indivíduos que consomem altos índices de frutas cítricas e vegetais ricos em betacaroteno é outro ponto que enfatiza a importância dos fatores nutricionais. O beta-caroteno é encontrado principalmente na cenoura, no mamão, na abóbora, batata doce, couve e no espinafre.
O tratamento
Cirurgia, radioterapia e quimioterapia são, isolada ou associadamente, os métodos terapêuticos aplicáveis ao câncer de boca.
Com relação às lesões iniciais, ou seja, restritas ao local de origem, sem extensão a tecidos ou estruturas vizinhas, e dependendo da sua localização, pode-se optar pela cirurgia ou pela radioterapia, visto que ambas apresentam resultados semelhantes, expressos por um bom prognóstico, com cura em 80% dos casos.
A cirurgia radical do câncer de boca evoluiu sobremaneira, com a incorporação de técnicas de reconstrução imediata, permitindo uma melhor recuperação do paciente. As deformidades, porém, são ainda grandes e o prognóstico dos casos, intermediário. A quimioterapia é empregada nos casos avançados, visando à redução do tumor, a fim de possibilitar o tratamento posterior pela radioterapia ou cirurgia. O prognóstico nestes casos é extremamente grave, tendo em vista a impossibilidade de controlar-se totalmente as lesões extensas, a despeito dos tratamentos aplicados.
Toda pessoa deve visitar o dentista pelo menos uma vez por ano, sobretudo as pessoas que fazem parte do grupo de risco, pois a detecção precoce de lesões precursoras do câncer bucal facilita o tratamento e melhora o prognóstico.
Suspeitar de lesões nos seguintes casos:
fumantes e alcoólatras crônicos, principalmente quando as duas dependências estão presentes;
indivíduos com mais de 40 anos de idade, especialmente os desnutridos;
pessoas de pele clara que trabalham sob o sol (lavradores, pescadores, vendedores de praia, etc.);
portadores de próteses mal-adaptadas e dentes fraturados, assim como aqueles que apresentam má higiene da boca (fatores de irritação constante da mucosa bucal).
pessoas que consomem chimarrão de maneira excessiva e prolongada.
O que procurar?
Mudanças na cor da pele e da mucosa da boca
Endurecimentos
Caroços
Feridas
Inchaços
Áreas dormentes ou dolorosas
Dentes quebrados ou com mobilidade
Sangramentos
O auto-exame da boca
Uma das estratégias mais importantes para o diagnóstico do câncer de boca em fase inicial é o auto-exame da boca. Ele deve ser sistematicamente ensinado nas atividades de educação comunitária, em uma linguagem fácil e acessível à população. O auto-exame da boca é um método simples de exame, bastando para a sua realização um ambiente bem iluminado e um espelho, explica Izabel Carvalho. A finalidade desse exame é identificar anormalidades existentes na mucosa bucal, que alertem o indivíduo e o façam procurar um dentista.
Os passos do auto-exame:
1. Lave bem a boca e remova as próteses dentárias, se for o caso.
2. De frente para o espelho, observe a pele do rosto e do pescoço. Veja se encontra algo diferente que não tenha notado antes. Toque suavemente, com a ponta dos dedos, todo o rosto.
3. Puxe com os dedos o lábio inferior para baixo, expondo a sua parte interna (mucosa). Em seguida, apalpe-o todo. Puxe o lábio superior para cima e repita a palpação.
4. Com a ponta de um dedo indicador, afaste a bochecha para examinar a parte interna da mesma. Faça isso nos dois lados.
5. Com a ponta de um dedo indicador, percorra toda a gengiva superior e inferior.
6. Introduza o dedo indicador por baixo da língua e o polegar da mesma mão por baixo do queixo e procure palpar todo o assoalho da boca.
7. Incline a cabeça para trás e abrindo a boca o máximo possível, examine atentamente o céu da boca. Em seguida diga ÁÁÁ... e observe o fundo da garganta. Depois, palpe com um dedo indicador todo o céu da boca.
8. Ponha a língua para fora e observe a sua parte de cima. Agora, observe a parte de baixo, com a língua levantada até o céu da boca. Em seguida, puxando a língua para a esquerda, observe o lado direito da mesma. Repita o procedimento para o lado esquerdo, puxando a língua para a direita.
9. Estique a língua para fora, segurando-a com um pedaço de gaze ou pano e apalpe em toda a sua extensão com os dedos indicador e polegar da outra mão.
10. Examine o pescoço. Compare os lados direito e esquerdo e veja se há diferença entre eles. Depois, apalpe o lado esquerdo do pescoço com a mão direita. Repita o procedimento para o lado direito, palpando-o com a mão esquerda.
11. Finalmente, introduza um dos polegares por baixo do queixo e apalpe suavemente todo o seu contorno inferior.
A última dica?
Procure conhecer bem a sua boca. Faça o auto-exame mensalmente e caso você encontre qualquer alteração, procure um dentista ou um médico.
(Fontes: Instituto Nacional do Câncer - INCA; Ministério da Saúde; Coordenação de Programas de Controle do Câncer - PRO-ONCO)
O papel do dentista no abandono do vício de fumar
Os danos que o cigarro causa ao organismo humano já são conhecidos de grande parte da população.
Entretanto, o que muita gente ainda não sabe é que o cigarro promove e acelera o desenvolvimento de doenças bucais, principalmente por diminuir a capacidade de defesa nesta região. O cigarro possui uma substância derivada da nicotina, denominada cotinina, que diminui a vascularização e o aporte sanguíneo à gengiva, ao osso que circunda os dentes e à mucosa oral. Dessa forma, as células de defesa, que seriam levadas pelo sangue à região infectada por bactérias orais, não conseguem alcançar seu objetivo. O resultado é a instalação silenciosa de uma doença periodontal (ao redor dos dentes), sem sintomas exagerados, mas que progride rapidamente até a perda do dente.
O tratamento da doença periodontal em fumantes torna-se complexo pela dificuldade de convencer o paciente a abandonar o hábito e o vício do cigarro. O protocolo de tratamento é semelhante nos não fumantes, embora tenha duas principais particularidades: a primeira é que os cirurgiões-dentistas darão início a uma campanha de apoio ao abandono do hábito e do vício; a segunda é que o paciente deve estar ciente de que a cicatrização em fumantes também é afetada pela falta de vascularização, gerando um atraso de duas a três semanas para o reparo completo de qualquer ferida cirúrgica intra-oral.
O nosso, papel, como profissionais de saúde, é informar, de maneira clara e objetiva, todos os prejuízos causados pelo cigarro, na saúde bucal e geral, e motivar o paciente a parar de fumar, fornecendo ferramentas de ajuda à síndrome de abstinência, ou seja, à sensação de ansiedade de perda que acompanha o abandono do vício nos primeiros meses.
Quando o paciente relata que fuma de 5 a 10 cigarros por dia, ele está informando que o hábito é mais forte que o vício e, portanto, é mais fácil parar. Mas se o indivíduo relata fumar uma quantidade superior a 20 cigarros por dia, o vício químico pode ser maior que o hábito, dificultando o processo de abandono do cigarro. Em ambos os casos, o paciente tem que desejar viver sem fumar. Talvez, para muitas pessoas, falte informações suficientemente impactantes, que o convençam a parar de fumar.
Se o paciente demonstra a "força do hábito" do cigarro, uma boa opção é o cigarro eletrônico. Esse pequeno aparelho consiste em uma piteira elétrica, que produz fumaça, e que possui cartuchos que podem estar vazios, ou carregados com diferentes níveis de nicotina. Esse dispositivo tem se mostrado bastante eficiente. Em indivíduos dependentes quimicamente da nicotina, o cigarro elétrico não parece ser suficiente. Deve-se obter auxílio médico, com indicação expressa do dentista, para que faça uso de medicações específicas para o controle da ansiedade.
Entretanto, o que muita gente ainda não sabe é que o cigarro promove e acelera o desenvolvimento de doenças bucais, principalmente por diminuir a capacidade de defesa nesta região. O cigarro possui uma substância derivada da nicotina, denominada cotinina, que diminui a vascularização e o aporte sanguíneo à gengiva, ao osso que circunda os dentes e à mucosa oral. Dessa forma, as células de defesa, que seriam levadas pelo sangue à região infectada por bactérias orais, não conseguem alcançar seu objetivo. O resultado é a instalação silenciosa de uma doença periodontal (ao redor dos dentes), sem sintomas exagerados, mas que progride rapidamente até a perda do dente.
O tratamento da doença periodontal em fumantes torna-se complexo pela dificuldade de convencer o paciente a abandonar o hábito e o vício do cigarro. O protocolo de tratamento é semelhante nos não fumantes, embora tenha duas principais particularidades: a primeira é que os cirurgiões-dentistas darão início a uma campanha de apoio ao abandono do hábito e do vício; a segunda é que o paciente deve estar ciente de que a cicatrização em fumantes também é afetada pela falta de vascularização, gerando um atraso de duas a três semanas para o reparo completo de qualquer ferida cirúrgica intra-oral.
O nosso, papel, como profissionais de saúde, é informar, de maneira clara e objetiva, todos os prejuízos causados pelo cigarro, na saúde bucal e geral, e motivar o paciente a parar de fumar, fornecendo ferramentas de ajuda à síndrome de abstinência, ou seja, à sensação de ansiedade de perda que acompanha o abandono do vício nos primeiros meses.
Quando o paciente relata que fuma de 5 a 10 cigarros por dia, ele está informando que o hábito é mais forte que o vício e, portanto, é mais fácil parar. Mas se o indivíduo relata fumar uma quantidade superior a 20 cigarros por dia, o vício químico pode ser maior que o hábito, dificultando o processo de abandono do cigarro. Em ambos os casos, o paciente tem que desejar viver sem fumar. Talvez, para muitas pessoas, falte informações suficientemente impactantes, que o convençam a parar de fumar.
Se o paciente demonstra a "força do hábito" do cigarro, uma boa opção é o cigarro eletrônico. Esse pequeno aparelho consiste em uma piteira elétrica, que produz fumaça, e que possui cartuchos que podem estar vazios, ou carregados com diferentes níveis de nicotina. Esse dispositivo tem se mostrado bastante eficiente. Em indivíduos dependentes quimicamente da nicotina, o cigarro elétrico não parece ser suficiente. Deve-se obter auxílio médico, com indicação expressa do dentista, para que faça uso de medicações específicas para o controle da ansiedade.
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