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Dentes do siso: desmistificando o medo da cirurgia

 Dentes do siso. Essas três palavras podem causar arrepios na maioria da população. Quem já teve e extraiu, respira aliviado. Em quem eles ainda não nasceram, podem ser motivos de preocupação.  Mas a escolha de um bom dentista pode por fim ao medo e aos transtornos causados por esse dente.

Existem quatro dentes do siso: dois superiores, um direito e um esquerdo, e dois inferiores, também direito e esquerdo. O nascimento do terceiro molar se dá por volta dos 17 aos 20 anos de idade. Porém, há casos de pessoas em quem os dentes não existem. Alguns dentistas afirmam que com o tempo a tendência é de que esse dente deixe de existir.

Mas enquanto isso não acontece, quem os tem precisa ter alguns cuidados. Em alguns casos o dente não nasce completamente por falta de espaço na arcada dentária, fica semi-incluso.  Nesse caso como saber se é necessária a extração? “Se faz necessária uma avaliação por meio de radiografias, para ver a posição do dente na arcada dentária. Se não estiver causando nenhum dano interno, aí não é necessário extrair”, responde o dentista Marco Gapski, da Gapski Odontologia, localizada em São José dos Pinhais.

Já, quando o siso está totalmente dentro do osso, chama-se dente incluso, a atenção deve ser redobrada. “Se o dente está dentro do osso e não está encostado na raiz do dente vizinho, não acontece nada. Nesses casos não há necessidade de extração. Porém se estiver encostado na raiz do dente vizinho pode causar uma reabsorção radicular, que é quando as raízes de alguns dentes perdem volume, comprometendo o suporte mastigatório desempenhado pelo dente e podendo até causar sua queda. Aí então, a indicação é de extrair o siso”, explica Dr. Marco.

A cirurgia de extração do terceiro molar é similar a de outros dentes. O dentista explica que o que muda é apenas a dificuldade para o profissional.  Em alguns casos é possível até retirar os quatro dentes de uma só vez. Mas ele afirma que o indicado é sempre extrair no máximo dois dentes de cada lado por vez. Assim um lado é poupado para a mastigação no pós-operatório.

A extração também pode ser feita em pacientes que usam aparelho ortodôntico. “Se estiver usando aparelho, basta remover o arco e fazer a cirurgia. Caso ocorra o descolamento de algum braquete ou alguma peça ortodôntica, é de fácil reparo pelo ortodontista”, explica ele.

Se o paciente não quiser extrair o dente e este estiver mal posicionado, causando danos à arcada, ele pode empurrar os outros dentes, afetando assim a estética do sorriso e até causar cáries devido a sua difícil higienização.

Na cirurgia é possível utilizar anestesia geral para evitar que pacientes com fobias tenham uma experiência traumática. “É uma saída muito viável para pessoas que tem pavor de dentista, pois tranquiliza o paciente e permite que o profissional tenha mais tranquilidade no procedimento”, informa Gapski.

O Pós-operatório é a fase mais sensível. O paciente deve seguir algumas instruções para uma rápida recuperação.Normalmente, as recomendações são as seguintes:

·         Tomar um bom antiinflamatório nos primeiros dias, conforme indicar o dentista;

·         Repouso moderado nos três primeiros dias;

·         Comer somente alimentos pastosos nos primeiros dias. Evitar comer alimentos quentes e duros para preservar a região de hemorragias;

·         Usar bolsa de gelo no local nas primeiras 12 horas, deixando-a por 15 minutos e fazendo intervalos de 10 minutos (indicado para desinchar a região afetada);

·         Na primeira semana após a cirurgia, não fumar, pois o cigarro retarda a cicatrização;

·         A recuperação do paciente é completa por volta de 7 a 10 dias depois do ato cirúrgico, época em que são removidos os pontos de sutura, porém o paciente pode voltar às suas atividades normais a partir do terceiro dia pós-operatório, mas sempre vigilante para não comer nada que possa agredir a região operada, ou fazer grande esforço físico;

E a principal recomendação para antes, durante e depois de um procedimento cirúrgico como esse é a confiança que o paciente deve ter no seu dentista.

Fonte:paranashop

Exemplos e exodontias de siso incluso

Todo dente antes de nascer (erupcionar) está incluso. Siso incluso é a denominação que recebe o terceiro molar incluso. O problema é quando o dente permanece incluso, e isto pode ocorrer por diversos motivos como por exemplo: obstáculos mecânicos, patologias, má posição do dente, falta de espaço na arcada, e doenças sistêmicas.
 
EXEMPLOS DE SISOS INCLUSOS
Os sisos são os dentes mais comuns de permanecerem inclusos. Isto porque eles são os últimos dentes a nascer, e muitas vezes não há mais espaço para eles. No entanto, qualquer dente pode ter sua erupção (“nascimento”) afetada, sendo que o canino superior ocupa o segundo lugar no ranking dos dentes mais afetados por este problema, perdendo apenas para os terceiros molares. Alguns dentes inclusos que possam ser úteis na boca, podem ser tracionados por um ortodontista para sua posição correta. Para isso, o dente precisa ser exposto para que nele se adapte uma peça própria para tracionamento.
TRACIONAMENTO ORTODÔNTICO
DE UM CANINO INCLUSO
Outra situação que pode ocorrer é o organismo fabricar dentes extras, os quais são chamados de supranumerários ou extra-numerários. Esses dentes muitas vezes não terão espaço para erupcionar sendo necessária a sua remoção. Mesmo no caso desses dentes possuírem espaço para erupção, é comum que eles sejam removidos para que não prejudiquem outros dentes.
PACIENTE COM SUPRANUMERÁRIOS
(cortesia do Dr. Paulo Rodrigues)
O melhor momento para a extração de sisos inclusos é por volta dos 17 anos. Nesta idade o dente ainda não completou toda a formação de sua raiz, o paciente é capaz de cooperar com o dentista, o osso que envolve o dente é mais elástico do que em adultos, e a recuperação é melhor do que em pacientes mais velhos.
Raízes formadas
RAÍZES EM FORMAÇÃO
RAÍZES FORMADAS
O procedimento cirúrgico para a remoção de um dente incluso consiste na localização do dente, remoção dos obstáculos que impeçam sua saída, e remoção do dente. Muitas vezes é preciso cortar o dente para que ele possa sair sem prejudicar muito as estruturas vizinhas.
SEQÜÊNCIA CIRÚRGICA
O pós-operatório da cirurgia é em geral tranqüilo desde que o paciente siga as orientações do dentista. Para maiores detalhes do pós-operatório veja a secção de Instruções pós-operatórias.
Os problemas que os dentes inclusos podem causar se não forem removidos são muitos:
  • Destruição dos dentes vizinhos
  • Formação de cistos ou tumores
  • Cárie
  • Doença periodontal
  • Infecções severas
  • Apinhamento dos dentes
  • Dor
  • Interferência na adaptação de próteses
DESTRUIÇÃO
CISTOS E TUMORES
DO DENTE VIZINHO
Infecção
Apinhamento
INFECÇÃO
APINHAMENTO
Em alguns casos a cirurgia não está indicada:
  • Pacientes mais velhos. Geralmente pacientes com mais de 35 anos nos quais o dente incluso não causa nenhum desconforto e não há sinais ou sintomas de patologia .
  • Pacientes debilitados que não suportem o procedimento cirúrgico.
  • Quando os riscos da cirurgia superam seus benefícios.
A extração de dentes inclusos é diferente da extração de dentes que erupcionaram normalmente. Algumas considerações devem ser entendidas:
  • A cicatrização varia de paciente para paciente.
  • Edema (inchaço) é muito comum após a cirurgia.
  • Hematomas podem ocorrer na região operada.
  • Alguma rigidez nos músculos da mastigação é esperada nos primeiros dias.
  • Outros dentes podem ficar temporariamente sensíveis.
  • Pode haver pequena dor de ouvido.
  • Pode haver dor de garganta.
  • Os cantos da boca podem ficar ressecados e feridos.
  • Ficará um espaço de onde o dente foi removido, o qual é progressivamente obliterado.
  • Dormência e formigamento podem ocorrer nos lábios, língua, queixo, bochechas, gengiva, e/ou dentes. Isto pode persistir por dias, semanas, meses, e em raras circunstâncias pode ser permanente.
  • Se optar pelo uso de técnicas de sedação o paciente só poderá deixar o consultório acompanhado por um adulto responsável.
  • Antibióticos podem interferir com medicamentos anti-concepcionais.

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